Com o intuito de aprimorar o processo de aprendizagem no Brasil, o Novo Ensino Médio recebeu algumas mudanças que visam potencializar o desenvolvimento sócio-cognitivo dos alunos. As proposições são consideradas desafiadoras para as escolas e para os professores.

Isso porque as modificações convidam a repensar o formato de aprendizagem em diversos âmbitos educativos. Entre eles, o de que o aluno passe a ser o protagonista no seu próprio processo de aprendizagem.

Quer entender melhor sobre as variações do Novo Ensino Médio e conhecer métodos para que ele seja implementado nas instituições educacionais com sucesso? Continue a leitura e confira!

Panorama sobre o Novo Ensino Médio

O Novo Ensino Médio foi criado por meio da Lei 13.415/2017, que alterou as Diretrizes e Bases da Educação Nacional e determinou mudanças na grade curricular de Ensino Médio. O novo texto foi estabelecido para realizar algumas alterações na Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

As novas regras determinaram mudanças significativas em todo o contexto escolar dos alunos, professores e das escolas. A organização do currículo escolar ficou mais flexibilizada e foi implementada a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Ela determina um currículo igualitário e obrigatório a todos os alunos. O prazo estipulado para que todas as instituições de educação se adaptem à nova lei é até o ano de 2022.

Motivos para a criação da Reforma

A iniciativa para a transformação do Novo Ensino Médio ocorreu depois de ser percebido que o processo de aprendizagem brasileiro estava ficando defasado, e os alunos não estavam concluindo a base escolar com as habilidades e competências essenciais para o mundo do trabalho.

Inclusive, foi detectado que, durante a formação da base escolar, o Ensino Médio é a etapa com maior índice de evasão escolar, alto número de reprovados e contradições entre idade/série, ou seja, uma média de dois anos ou mais de diferença.

Antes da decisão para que as alterações fossem realizadas, foram encontradas inúmeras justificativas nos anos finais da Educação Básica. Entre elas, ensino de baixa qualidade, aprendizagem distante das necessidades do aluno e da realidade do mercado competitivo e do mundo contemporâneo.

Mudanças com o Novo Ensino Médio

Além de oferecer desafios para professores e alunos, o novo formato de aprendizagem demonstra boas perspectivas para o futuro dos alunos. As mudanças na estrutura educacional têm a intenção de desenvolver diversas formas de o aluno aplicar os seus saberes ao longo da vida, sempre de forma autônoma.

Ampliação de carga horária

A nova carga horária mínima do Ensino Médio é de 3 mil horas, no decorrer dos três anos de formação escolar. Desse quantitativo, 1.800 horas devem ser destinadas desenvolvimento das habilidades propostas pela Base Nacional Comum Curricular.

O restante da jornada do aluno é destinada ao trabalho das habilidades dos Itinerários Formativos, que é composto por no mínimo 1.200 horas ao longo dos três anos desse segmento, com o objetivo de aprofundar do aprendizado e ampliar o crescimento pessoal dos alunos.

Nesse período, o aluno terá maior probabilidade de se dedicar aos estudos, participar de modalidades esportivas, oficinas etc. Tudo isso, com apoio de profissionais capacitados para ajudar na construção do seu projeto de vida.

Itinerários formativos

Investir na formação do aluno desde o início do Ensino Médio é ajudá-lo a ser protagonista dos seus próprios conhecimentos e a traçar o seu futuro para o mundo do trabalho. Por isso, a aprendizagem é conduzida por meios flexíveis.

O estudante tem a oportunidade de construir o seu itinerário formativo, de maneira que aprenda a ser uma pessoa segura e com conhecimentos essenciais para tomar decisões cada vez mais certeiras em qualquer momento da sua vida.

Por intermédio do itinerário formativo, o aluno é orientado a fazer escolhas de forma responsável e consciente e, durante esse percurso, o aluno vai amadurecendo e tomando consciência de quais são as suas aptidões, interesses e anseios para o futuro profissional que deseja seguir.

Amplificar os conhecimentos dos alunos é um dos maiores objetivos do itinerário formativo. Ao disponibilizar um conjunto de disciplinas, projetos e outras modalidades de estudos, os alunos têm a oportunidade de aprofundar os conhecimentos em uma única, ou em várias áreas do conhecimento.

Com isso, ele desenvolve habilidades que ajudam a despertar para inúmeros trabalhos técnicos e campos profissionais. Por meio dessa dinâmica, o aluno é motivado a desenvolver o seu projeto de vida.

Ensino técnico

As modificações na Base Nacional Comum Curricular do Novo Ensino Médio trazem normas para potencializar e valorizar ainda mais o ensino técnico, e na nova proposta curricular, o aluno tem a oportunidade de incluir o curso técnico dentro do ensino regular, ou seja, o certificado de conclusão do Ensino Médio deve relatar que é técnico ou profissionalizante em determinada área. Para alcançar esse objetivo, o total de horas-aulas para conclusão do curso é de 4.200 horas, segundo a nova reforma.

Um dos maiores desafios no implemento da nova aprendizagem é fazer a atualização do ensino técnico. Essa mudança é necessária para que ele seja emancipatório e ajustado às tendências de um tempo que está em constante transformação, e que exige, permanentemente, atualizações em formações e aprendizagens.

O pensamento de profissionalizar os alunos durante o Ensino Médio é para que os formados possam dar aula, sem o curso de licenciatura, em áreas técnicas. Nesses casos, eles são inseridos no mercado como profissionais com “notório saber” na área em que concluíram o curso.

Podemos dar como exemplo um aluno com formação técnica em tecnologias. Ele tem a capacidade para ministrar cursos de informática, mesmo sem ter experiências em sala de aula.

A inserção dos cursos profissionalizantes ou técnicos no Novo Ensino Médio pretende, exatamente, dar a oportunidade de a pessoa entrar no mercado de trabalho sem sentir a exigência de um curso superior. Além do mais, é sabido que uma pequena porcentagem de alunos que concluem o Ensino Médio demonstram interesse em adquirir o nível superior.

Disciplinas obrigatórias

O Novo Ensino Médio passou a ter uma nova grade curricular. Agora, ele deve ser estruturado por áreas de conhecimento, e não por disciplinas, pois deve atender à formação base dos alunos.

Do total da carga horária que preenche todo o Novo Ensino Médio, 1.800 horas devem ser direcionadas para a construção das habilidades e competências, que são conquistadas por meio das seguintes áreas do saber:

·        Matemática e suas Tecnologias;

·        Linguagens e suas Tecnologias;

·        Ciências da Natureza e suas Tecnologias;

·        Ciências Humanas e Sociais Aplicadas;

·        Formação Técnica e Profissional.

Vale ressaltar que o processo de aprendizagem não tem o objetivo de oferecer somente conhecimentos técnicos e teóricos por meio das disciplinas. É necessário, também, desenvolver as habilidades socioemocionais. Elas são imprescindíveis na vida dos estudantes, por ajudar a administrar as suas emoções e a vencer os desafios nos estudos, na vida pessoal, social, sentimental e profissional.

Além do mais, o mercado tem foco em pessoas bem estruturadas emocionalmente. Esse suporte ajuda a saber lidar com as problemáticas que surgem no cotidiano da vida laboral, pois esse tipo de habilidade tem interferência direta nas formas de analisar, falar, agir e reagir à circunstâncias no contexto do dia a dia.

Mudanças para o professor do Novo Ensino Médio

O Novo Ensino Médio também vai mobilizar os professores. As metodologias que serão utilizadas para atender ao novo método devem ser mais dinâmicas, e os recursos tecnológicos são os mais indicados para facilitar todo o processo de aprendizagem dos alunos.

Os profissionais da educação, agora, terão que fazer o planejamento das suas aulas, de maneira que elas possam ser integradas, e que envolvam as diferentes áreas de conhecimentos e disciplinas. Já para o Itinerário de Formação Profissional e Técnica, formados com notório saber em áreas afins a sua formação ou experiência profissional podem ministrar aulas de linhagem técnica ou profissional, por reconhecimento e autorização do sistema de educação.

Essa possibilidade é permitida devido a atestados por titulação específica ou à prática de ensino em instituições educacionais da rede pública ou privada, como também, a corporações privadas que tenham prestado trabalhos da sua área de formação.

Benefícios para os alunos

As intenções pensadas para formular as alterações ocorreram com o propósito de formar cidadãos mais capacitados para o século XXI, com inúmeros suportes, como conhecimentos e habilidades teóricas, técnicas e socioemocionais. Isso resulta das diretrizes que a BNCC determina, quando orienta a confecção de um currículo mais rico e dinâmico, em que podem ser trabalhadas questões cognitivas, criatividade, pensamento crítico, resiliência, comunicação etc.

Oferecer maior acesso às tecnologias mais recentes é outro benefício que contribui para que os alunos estejam mais conectados com as novas realidades digitais e se sintam inseridos em uma sociedade que já é quase totalmente tecnológica. O manuseio constante dessas ferramentas potencializa o raciocínio lógico, devido à agilidade que os ingressos digitais oferecem.

Por meio dessas metodologias e de um formato novo e diferenciado de aprendizagem, e ao compreender a proposta das mudanças no contexto escolar, o aluno é desperto a um maior interesse em acessar a escola, reconhecendo que é pelos seus próprios esforços que o seu futuro pode ser bem construído.

Importância de se adaptar

Importante lembrar que a Lei 13.415/2017 definiu um prazo para que todas as escolas se adaptassem ao implemento do Novo Ensino Médio. O ano de 2022 é o tempo máximo em que as escolas devem estar totalmente alinhadas às novas normas educacionais, por isso, é importante concluir os procedimentos para seguir as diretrizes o quanto antes.

Podemos dizer que o Novo Ensino Médio está sendo um desafio duplo para a maioria das escolas, pois há dois grandes propósitos a serem aprimorados, tanto nos estabelecimentos de ensino quanto na vida estudantil dos alunos.

O primeiro é a oferta de um ensino híbrido, exigido por consequência do distanciamento social provocado pela pandemia, que o novo coronavírus acarretou. Como as aulas híbridas ainda permanecem, as escolas continuam em processo de adaptação digital. A inserção das aulas híbridas aconteceu de forma brusca, e as escolas tiveram de acelerar os formatos de aula para que os alunos não fossem totalmente prejudicados.

O segundo é a expiração do tempo de adaptação, que está findando. Devido às problemáticas de 2020 e 2021, algumas escolas tiveram dificuldade de atender ao prazo do Novo Ensino Médio.

Em 2021, as práticas escolares requerem um cuidado ainda maior, pois o ano anterior deixou gaps na maioria dos alunos, e essas lacunas precisam ser preenchidas por meio de estratégias diferenciadas.

Portanto, adaptar-se ao Novo Ensino Médio é uma necessidade que pode resultar no desenvolvimento escolar dos alunos nessa etapa de estudos, como também, para sanar as mazelas expostas pela realidade atual e para o futuro dos estudantes.

Formas de adaptação ao novo modelo

Inicialmente, é imprescindível que a instituição escolar esteja bem informada sobre todas as mudanças impostas pela Lei 13.415/2017 e quais são as normas que a BNCC determina para que a aprendizagem seja expandid de maneira adequada e alcance todos os seus objetivos.

Outro ponto essencial a ser analisado é como está a estrutura física da escola, o corpo docente, os recursos que serão utilizados para atender às novas regras e outros aspectos importantes. Para que essa fase seja bem adaptada, é necessário verificar:

·        a reorganização do currículo elaborado no Projeto Político-Pedagógico Escolar;

·        as propostas dos educadores para atender às expectativas dos novos formatos de aulas;

·        a oferta de novas tecnologias para otimizar e viabilizar as práticas metodológicas diárias na escola;

·        o valor orçamentário para implementar o novo formato de aprendizagem;

·        a comunicação aos pais, responsáveis e alunos sobre as transformações que a escola vai se adequar até o prazo para conclusão.

Após essas e outras avaliações, o corpo técnico pode se reunir com os profissionais para realizar todas as alterações fundamentais no planejamento, designar os membros da equipe para atuar nas etapas etc.

Vale ressaltar que, no que se refere ao currículo, é indispensável que as escolas sigam as orientações que o Ministério da Educação e Cultura determina. Para que essa exigência seja atendida, é necessário observar e fazer os ajustes para que se adequem ao PPP da escola.

Uso de recursos tecnológicos

O uso das novas tecnologias é uma das propostas fundamentais apresentadas pela BNCC. Esses recursos devem passar a fazer parte do cotidiano educacional dos alunos em sala de aula. Porém, é valioso que elas sejam utilizadas em conformidade com as temáticas ministradas pelo professor.

A utilização de ferramentas tecnológicas pelos alunos é uma das recomendações para cursar esse período escolar. Afinal, ter habilidade quanto ao manuseio digital condiz com as diretrizes que a educação do Novo Ensino Médio aponta, inclusive, as empregadas na sala de aula e nas aulas remotas. Isso ajuda os alunos a enfrentar os desafios do processo de aprendizagem e da vida, progressivamente.

No entanto, para que o aprendizado seja otimizado e bem aplicado, os professores também devem entender bem como manobrar as novas tecnologias. Elas podem auxiliar no planejamento, na aplicação das aulas e a fazer correções das atividades virtuais, por exemplo.

Dica para a escolha das melhores soluções

Por mais impossível que pareça, adaptar as escolas segundo as exigências que a BNCC determina não é uma tarefa tão difícil, quando se tem conhecimento de recursos modernos de aprendizagem em formato digital. Mudar as metodologias é necessário!

Assim, aderir a uma plataforma que tenha um ecossistema de aprendizagem completo e integrado é ideal para atender com agilidade ao tempo especificado para colocar em ação o Novo Ensino Médio e a Conexia, por exemplo, conta com a Plataforma AZ de Aprendizagem, que contém tecnologias inovadoras e promove a individualização da trajetória do estudante de maneira personalizada.

Além disso, o AZ possui um conjunto de ferramentas acadêmicas criadas para motivar a autonomia do aluno e o gosto pelos estudos, com métodos que fazem sentido na vida escolar dos estudantes. Por meio de conteúdos muliplataformas, também desperta a capacidade de tomar decisões, perceber situações, raciocinar com precisão para solucionar problemas, entre outros.

O aluno também tem acesso a um recurso conhecido como MAPA. Por meio dele, o estudante pode organizar e acompanhar os seus estudos, em diferentes disciplinas, com planejamento, flexibilidade e personalização. Na 3ª série do Ensino Médio, por exemplo, após o aluno indicar a universidade e a carreira pretendidas, entre as mais de 1000 opções disponibilizadas na ferramenta, o MAPA configura a trilha de estudos personalizada do estudante, com a sequência de atividades que ele deverá realizar nas disciplinas e capítulos dentro do Super App AZ, incluindo exercícios com feedback imediato e videoaulas.

Por meio da Plataforma AZ, a Conexia disponibiliza diversos recursos tecnológicos que podem apoiar os alunos de forma ampla e bem diferenciada para ajudar no seu desenvolvimento sociocognitivo. Conheça:

·        conteúdo multiplataforma: o Super App AZ tem materiais didáticos integrados para orientar melhor a experiência da escola, do aluno e da família;

·        videoaulas e vídeos de resolução: mais de 49 mil conteúdos disponíveis para o aluno acessar 24 horas por dia;

·        dashboard de performance acadêmica: estimula engajamento na busca de aprendizagem, acompanha o desempenho de cada aluno e da turma;

·        aprendizagem com autonomia: o aluno tem, disponível no aplicativo, uma trilha de estudos personalizada a partir do seu objetivo de carreira;

·        folha AZ e atividades avaliativas em todos os cursos: os alunos têm feedback imediato das suas atividades por meios digitais;

·        educação híbrida: por meio do aplicativo Zoom, as aulas podem acontecer ao vivo, com segurança e facilidade.

NOVO ENSINO MÉDIO AZ

Com foco na aproximação do estudante para a escolha da carreira e preparação para os desafios do século 21, a Plataforma AZ de Aprendizagem também irá disponibilizar micro cursos alinhados às diretrizes dos Itinerários Formativos, que desenvolverão habilidades essenciais no mercado de trabalho atual, como a capacidade de resolução de problemas, a partir de temas como Criação de Startups, Saúde e Inovação, e Cidadão do Mundo.

Essa proposta tem a intenção de potencializar os conhecimentos para o mercado de trabalho e facilitar a escolha da possível carreira professional dos estudantes. Conheça os cursos:

·        Criação de startups: o itinerário ensina o aluno a transformar uma grande ideia em um negócio;

·        Saúde e inovação: dá a oportunidade de o aluno ter uma visão ampla da carreira na área da saúde, com o intuito de despertar o interesse pela profissão;

·        Cidadão do mundo: possibilita a extensão bilíngue para que o aluno esteja preparado para uma carreira internacional.

Como observamos, para que o Novo Ensino Médio possa alcançar as propostas que a lei determinou, o ideal é investir em novas metodologias e intensificar os recursos tecnológicos, pois eles são ótimos aliados nesse processo de adaptação e planejamentos.

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